Paciência...
Durante estes últimos tempos nunca uma palavra
foi tão pronunciada em minha vida quanto essa: paciência! Paciência! Paciência!
Diz-se
que dentre as sete virtudes, a paciência é a mais difícil de se desenvolver.
Talvez porque consista na conjunção da tolerância com a persistência; na
manutenção de um controle emocional equilibrado; na capacidade de esperar o momento
certo para certas atitudes, o tempo necessário para aguardar em paz a
compreensão que ainda não se tenha obtido; na capacidade de ouvir com calma,
com atenção, sem ter pressa; na capacidade de se libertar da ansiedade.
Mas
dizer a um ser, impaciente como eu, que é necessário esperar, é a mesma coisa
que condenar-me a dias de angústias e incertezas.
A
razão: evolução espiritual. Esse sempre foi o motivo que me deram quando
disseram: Você precisa esperar o momento
certo. Tenha paciência. Conclua algo para depois querer enveredar por outro
caminho. Paciência!!!!
Sim,
eu tenho paciência – ou ao menos pensei que tinha, mas o que dizer para o tempo
que não espera? Para a imprevisibilidade da vida que nos faz ter pressa de
viver? O que dizer para o coração que deseja para o hoje o que dizem ser para o
amanhã?
A
vida é uma constante de incertezas e a única certeza que eu tenho na vida é o
que sinto no presente momento que, numa última análise, constituem a síntese do
meu ser. Não quero o amanhã que sequer sei se haverá. Desejo o hoje, que é o
que tenho no presente momento. Desejo a vida, com toda a sua magnitude e
complexidade. Desejo o amor, com toda a sua intensidade. Desejo viver o que
sinto, com toda a sua plenitude. E é esse desejo insano, que muitas vezes
domina todo o meu ser, que me faz travar batalhas inimagináveis.
Mas,
PACIÊNCIA é o que me dizem... PACIÊNCIA!
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