Ouvimos certa vez, eu e meu amor, que a liberdade prende. Essa
expressão tem um significado diferente cada vez que a escuto. Mas enfim, escutar isso hoje me
remete a um pensamento totalmente diferente do de outrora.
Em sendo a liberdade
o direito precípuo de ir e vir, em sendo a liberdade o estado de estar livre,
sentir-se livre, penso que jamais poderíamos separá-la do todo. Vamos parar
para pensar:
Nascemos sem saber falar, sem compreender,
sem ler, sem andar, mas tínhamos o conhecimento do mundo todo em nossas mãos,
no nosso inconsciente. Falávamos a língua dos anjos sem sequer saber o que era;
éramos inocentes e nossa inocência, amor e crença ilimitados não nos impunha
medos ou limites. Não havia dúvidas ou receios. Éramos realmente livres
porque vivíamos única e tão somente sob a égide do amor. Só o coração falava e
regia nossas ações.
Daí aprendemos a andar, a falar, a ler e
escrever. Fomos crescendo e nos tornando cada dia mais racionais. Os obstáculos
da vida diária foram estabelecendo conflitos, criando dogmas, construindo muros.
O coração foi sendo aprisionado e a razão ganhou voz. Aliás, quantas vezes no decorrer
de nossa jornada não ouvimos a frase: ouça a voz da razão?! E fomos ouvindo.
Mas quão errados estávamos, quão estúpidos fomos, porque no momento que
passamos a ouvir a voz da razão deixamos de ouvir a voz de Deus, do nosso Eu
Superior, dos nossos anjos e amigos espirituais, deixamos de ser livres e nos
aprisionamos.
Ninguém se sente livre com dogmas, com
medos, com receios e inseguranças. Em sendo o medo o sentimento mais limitador
que existe, este talvez seja a nossa maior prisão, pois nos aprisiona dentro de
crenças e conceitos que em nada se coaduna com a palavra liberdade.
Daí, vem outra frase, dessa vez dos céus: o
amor, só o amor liberta. O amor liberta porque nos faz voltar a ser
criança, a confiar, a se entregar. O amor liberta porque nos leva a cura da
nossa alma, do nosso espírito errante e inquieto que, constantemente, busca o
seu lugar no mundo. O amor liberta porque nos coloca em contato com a natureza,
com o planeta, com o próximo e com nós mesmos. O amor liberta porque nos leva a
Deus. E essa liberdade, essa verdadeira liberdade, ao mesmo tempo nos
aprisiona, mas nos aprisiona de uma forma diferente. Não existe mais uma
gaiola, não existem grades. Nos prendemos agora a um novo pensamento: ser
diferente, fazer a diferença.
Uma vez que conhecemos o verdadeiro amor,
que sentimos o gosto desta liberdade que só ele nos proporciona, não nos
sujeitamos mais a sentimentos banais, vis e pequenos; não nos sujeitamos mais a
relações banalizadas, onde somos apenas produto de consumo. Queremos mais para
a nossa vida. E, quem realmente ama, quer fazer também a diferença na vida das pessoas,
pois o amor sente a necessidade de reverberar em todas as direções. Por isso quem
ama faz realmente a diferença neste mundo carente de amor.
Então amigos, então meu amor, que
estejamos sempre presos nas tramas do verdadeiro amor, porque não há liberdade
maior do que aquela que só o amor traz. Que possamos voltar a ser crianças e,
realmente, acreditar que podemos fazer a diferença no mundo. E, que façamos sim essa
diferença.
Namastê!
EuCLARA
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